quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Passaram anos e tu nada me disseste. Cobriste a tua pele com poeira que tresandava a mofo e seguiste o caminho que tanto teimavas em dizer não ser o mais agradável. No entanto, seguiste-o e perdeste-te no caminho.
Na última noite do teu suspiro ainda murmuraste qualquer coisa de agradável, não sei se para me agradar ou por pura espontaneidade, ainda me roubaste um último sorriso. Desde aí que não sei nada de ti, nem morada, nem companheira, nem destino. Não sei se ainda sorris ou se teimas em conformar-te com o que a vida te propõe, não sei sequer se tomaste consciência da pessoa em que te tornaste. só sei que te perdi o rasto...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
fim do ano
Foi um rodopio de sensações, uma mistura de cheiros e sabores, uma ansiedade repleta de tristezas... È demasiado irónico dizer que foi o ano em que perdi, sem dúvida, as coisas mais importantes que tenho porque tudo foi vago, distante e abrutalhado por tudo. Tudo o que podia ser bom, correu mal.
Quando se começa a mexer nas memórias já arrumadas nos subúrbios do vazio que preenche a minha cabeça, começo-me a aperceber que, afinal, foi um mau ano. Aqueles sentimentos ruins, aquelas fraquezas que pensavamos estarem escondidas, as mãos que não se cruzaram, a chegada sem recepção...a porta que não abri mais e os telefonemas que deixaram de existir. Aqueles fins de noite, mal-dormidas, só para estarmos mais perto, os encontros que não aconteceram, as promesas perdidas nas vielas da nossa cidade, os sorrisos trocados por lágrimas.
Só queria morrer e renascer e apagar da minha memória os teus passos, a tua cor, a tua voz, a tua imagem. Sem dúvida, seria muito mais feliz.
amo-te
Quando se perde o passado, perde-se quase tudo e fica-se perdido. Não fui excepção. Partiste e tudo o que tive foi um chegada sem sentido, uma partida que não deveria ter acontecido, um bloco de arrependimento, um vaga de choque. Porque eras tudo o que havia e, sem aviso prévio, viraste a esquina e continuaste viagem. Já era a tua hora?
Desapareceste sem um último adeus e fazes-me falta.
Fazes-me falta companheiro das tardes vividas, não duvides.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Que sensação. Sentir-te tão perto e não te ter, o sufoco com que me envolves, com que me tocas, a furia com que moldas o meu corpo. Aquele enlaçado de dedos que surgiu da forma mais espontanea possivel mas que rejeitei por impulso, que rejeitei porque não fazia sentido, só para mim.
Tu não sentiste, ninguém mais sentiu, nem as paredes se moveram, mas eu senti tudo e mais alguma coisa naquele estagnar de tempo entre a união e a quebra do momento.
Fracções de segundos, qualquer coisa de estranho, algo nao está bem.